MARCAÇÃO INDIVIDUAL E POR ZONA NO BASQUETE


 






Sistemas de defesa no basquetebol

    O ato de defender envolve alguns princípios fundamentais, como primeiro marcar, antecipando-se aos gestos técnicos dos adversários; cumprir com sua missão específica na marcação; ajudar na marcação de outros jogadores; e deslocar-se em função da movimentação dos adversários e da bola.
    A defesa inicia-se, imediatamente, quando a equipe ofensora perde a posse de bola, o que resulta na transição defensiva, podendo ser subdividida em - defesa temporária - através do prolongamento da transição defensiva, tendo o defensor que retornar à sua quadra em linha reta e o mais rápido possível, na intenção de não predispor vulnerabilidade a sua equipe; a - defesa organizada - que consiste no período em que os jogadores ocupam suas posições específicas no campo defensivo; e, a - defesa em sistema - que se dá logo após a ocupação destas posições específicas de defesa, resultando na realização das ações táticas, na intenção de impedir ou dificultar as movimentações e as finalizações (REIS, 2005).
    No Basquetebol, existem dois tipos básicos de defesa: um, que se baseia na marcação por zona ou por regiões da quadra, onde o jogador responsabiliza-se por uma determinada área do campo de jogo, e, outro que se fundamenta na marcação, específica, de um determinado jogador, denominada de marcação individual. Cada equipe deve preferir uma das duas marcações, dependendo das características da equipe adversária, das suas próprias particularidades e/ou a situação específica de um jogo/competição.

A marcação por zona
    Historicamente a marcação por zona foi criada no ano de 1910, nos Estados Unidos, tendo como principais objetivos dificultar as infiltrações e os rebotes dos oponentes; facilitar os rebotes defensivos; viabilizar os contra-ataques e a volta à defesa; a diminuição do número de faltas e o aproveitamento de jogadores menos rápidos, tendo como principal eficiência o enfrentamento de equipes deficientes nos arremessos de curta e média distâncias, com maus passadores e eficientes nas infiltrações (REIS, 2005). Em contrapartida, exige melhor treinamento de conjunto e comunicação entre os defensores,
    Alguns tipos de marcação por zona podem ser ilustrados, a exemplo da 2x1x2; utilizada quando a equipe ofensora possui jogadores habilidosos no confronto individual, mas que apresenta deficiências nos arremessos de média e longa distâncias.
    Portanto, com a configuração deste tipo de marcação, congestiona-se o garrafão, dificultando as infiltrações, obrigando a equipe adversária a recuar o seu ataque, afastando-se da área restritiva, e a tentar os arremessos de média e longa distâncias dos quais ela tem maiores dificuldades.
    A característica particular desta é que ela é a considerada a “matriz” de todas as outras, onde a partir dela há outras possibilidades de variações. Ilustrando-a, forma-se um desenho no formato do número 5 (cinco) de um dado, conforme a figura a seguir:



Entre as variações, cita-se a marcação por zona 3x2, utilizada quando a equipe defensiva é “eficiente nos rebotes”, com bons e altos pivôs.
    Assim, por subentender-se uma grande possibilidade do adversário ser induzido aos arremessos, e, por consequência ao erro, forma-se uma linha de três defensores na parte superior do garrafão, e outra de dois mais próximos à cesta, auxiliando que a equipe defensiva evada, rapidamente, para o “contra-ataque”, logo após a conquista do rebote defensivo. Conforme modelo a seguir:






Outro tipo é a zona 2x3, preferida quando a equipe defensiva não possui um rebote tão eficiente como no exemplo anterior, fazendo-se necessário, portanto, a formação inversa a 3x2, através de uma linha de três reboteadores posicionados logo abaixo da cesta, na intenção de garantir o rebote defensivo, e uma segunda linha de dois defensores na região superior do garrafão, impedindo as infiltrações e os arremessos daquela região, bem como viabilizando os contra-ataques, caso a equipe recupere a bola através do rebote defensivo. Conforme modelo a seguir:




Um terceiro tipo é a 1x3x1, que deve ser eleita quando se enfrenta uma equipe que atua com dois pivôs (número 5), altos e bons tecnicamente, e que realizam triangulações eficazes, bem como com bons arremessadores de média distância e das laterais do garrafão.
    Para tanto, monta-se uma linha de três marcadores no centro do garrafão e outros dois jogadores isolados; um deles, logo na cabeça e o outro próximo ao aro, com o primeiro intencionando evitar a penetração do armador adversário por esta região, e o segundo, ainda com a finalidade de continuar garantindo o rebote defensivo.
    É justamente esta linha de três marcadores no centro do garrafão que dificultará a referida atuação dos pivôs adversários, que triangulam e trocam de posicionamento constantemente, como também os dois marcadores externos da mesma linha de três, por ficarem alocados fora da área restritiva, possibilitam a marcação dos jogadores que arremessam daquela região. Como exemplo, forma-se um desenho em formato do sinal de + (mais), conforme ilustra a figura a seguir:



PARA VER A MATÉRIA NA INTEGRA ACESSE O LINK A CIMA.

RESUMO DO PCN - EDUCAÇÃO FÍSICA 5° A 8° SÉRIE

RESUMO DO PCN - EDUCAÇÃO FÍSICA 5° A 8° SÉRIE

Resumo PCN 5º a 8º série ensino fundamental 

Algumas tendências da Educação Física escolar


Abordagem psicomotora
Surgiu em torno dos anos 70, visava o desenvolvimento integral (cognitivo, afetivo e psicomotor)  da criança. a educação física é apenas um meio para o aprendizado de outras aprendizagens, não tendo um contéudo enfocado na pratica esportiva.

Abordagem construtivista
Leva em consideração o conhecimento que o aluno já possui, também busca o desenvolvimento completo do educando, valoriza o conhecimento já trazido pelo aluno e prega que a aprendizagem é um processo contínuo. Principalmente voltado a crianças até 10 e 11 anos. Esquemas de assimilação e acomodação.

Abordagem desenvolvimentista
Faixa etária até 14 anos. Busca caracterizar os níveis de crescimento e desenvolvimento. O movimento é o principal meio e fim da Educação Física. Aprendizagem motora e desenvolvimento motor. Taxionomia do desenvolvimento motor.

Abordagens críticas
Mudança do status quo, confronto com o senso comum. Valoriza a contextualização dos fatos e resgate histórico. É compreendida como sendo um projeto político pedagógico, político - encaminha propostas em uma direção e pedagógico - propõe uma reflexão sobre a ação dos homens. A produção cultural da humanidade expressa uma determinada fase e  houve mudanças ao longo do tempo. Cultura corporal.

Educação Física e a cultura corporal do movimento
Cultura - produto da sociedade, transforma a coletividade e constitui a coletividade a qual os indivíduos pertencem e antecedendo e transcendendo-o. A cultura é um conjunto de códigos.
Dimensões - cultural, social, política e afetiva, presentes no corpo das pessoas, que se interagem e movimentam como sujeitos sociais e cidadãos.
Corpo - sócio-cultural.
Organismo - fisiológico.
Características dos alunos:
Cognitiva, corporal, afetiva, ética, estética, de relação interpessoal e inserção social.

Educação Física e cidadania
Inclusão, autonomia, cooperação, participação social e princípios democráticos.
Análise crítica dos valores sociais, beleza e saúde, competição exacerbada, exclusão e discriminação social.

Educação Física e os temas transversais

Ética 
Respeito,solidariedade, dignidade e justiça.
Saúde 
Valores e conceitos
Recuperação, manutenção e promoção da saúde.


Pluralidade cultural
Diversidades das culturas


Meio ambiente


Orientação sexual
Aulas mistas, questionamento dos padrões estéticos e de beleza e diferença dos gêneros.


Trabalho e consumo
Combate aos modelos estereotipados de atividades corporais.
Evitar o consumismo.

Aprender e ensinar Educação Física no ensino fundamental

Três eixos motivacionais da aprendizagem são:


1- Resolução de problemas
Os conhecimentos técnicos são ao mesmo tempo que um problema uma solução, pois para aprende-los é necessário um esforço, entretanto quando aprendidos geram uma satisfação.

2- Exercício de soluções por prazer funcional e manutenção
Quando se faz algo apenas pelo prazer de fazer aquela atividade não com algum outro objetivo.

3- Inserção nos grupos de referência


Automatismo e atenção
Não se deve utilizar a repetição mecânica do movimento.
A atividade deve representar um desafio.

Estilo pessoal e relacionamento
Fatores:
Riscos a segurança física -O aluno não pode ser obrigado a realizar uma atividade.
Grau de excitação - o professor deve orientar os alunos com relação a suas emoções e expressões.
Características individuais e vivências anteriores - superação.
 Exposição do individuo no contexto social.

Portadores de nescessidades especiais Deve-se analisar o tipo de deficiência e adequar as atividades.

Avaliação no ensino fundamental
Fases da avaliação são: diagnóstica ou inicial, formativa ou concomitante e somativa ou final.


Objetivos gerais para o ensino fundamental
Inclusão, respeito, pluralidade cultural, hábitos saudáveis, consciência crítica e autonomia.

Critérios de seleção de conteúdos

Relevância social
Relacionados aos temas transversais, presença marcante na sociedade brasileira, promoção da saúde e lazer.

Características dos alunos


Especificidade do conhecimento da área


Bloco de conteúdos
São divididos em 3 blocos são eles:
- Conhecimentos sobre o corpo
Anatomia, fisiologia, bioquímica, biomecânica, hábitos saudáveis e  emoção (jogos dramáticos)

- Esportes jogos, lutas e ginásticas
Esportes - regras de caráter oficial e competitivo organizadas em federações.
Jogos - são mais flexíveis em relação as regras, tem um caráter competitivo, cooperativo e recreativo.
Lutas - são disputas onde tem que se subjugar o oponente.
Ginásticas - são técnicas de trabalho corporal de caráter individual e que assumem finalidades diversas dentre elas: preparação, relaxamento, manutenção ou recuperação da saúde, recreativa, competitiva e convívio social.

- Atividades rítmicas e expressivas
Inclui manifestações da cultural corporal onde se expressa e se comunica através de gestos na presença de ritmos, músicas.

Organização dos conteúdos

Saber fazer (procedimental) pensar (conceitual) e sentir (atitudinal)

Atitudes: conhecimento conhecimento sobre o corpo; esportes, jogos, lutas e ginásticas; atividades rítmicas e expressivas
Cooperação e solidariedade, diálogo, valorização da cultural nacional, busca do conhecimento e crítica, respeito, predisposição para o novo, cultivar bons hábitos, saber competir, adequar as regras para incluir os colegas, respeitar as diferenças dos gênero e valorização da cultura corporal.

Conceitos e procedimentos: conhecimentos sobre o corpo.
Boa postura, vivências de diversas formas de movimento, efeitos da atividade física sobre o corpo, caracteristicas masculinas e femininas.



Conceitos e procedimentos: esportes, jogos, lutas e ginásticas
Aspectos históricos e sociais relacionados aos esportes, jogos, lutas e ginásticas, prática de forma recreativa, jogos cooperativos, desenvolvimento das capacidades físicas, aspectos relacionados a repetição e a qualidade do movimento, aperfeiçoamento de ahbilidades específicas, vivência de aspectos técnicos e táticos, criação de jogos, vivência de esportes (individuais e coletivos) num contexto participativo e competitivo, organização de eventos.

Conceitos e procedimentos: atividades rítmicas e expressivas
Aspectos sociais e históricos da dança, percepção de ritmo, espaço, tempo, danças folclóricas, construção de coreografias e danças urbanas.

Diversidade
Acesso a diversas fontes de informação e diversidades de atividades.

Autonomia
Para se organizar, construção, pelo aluno, do seu próprio discurso conceitual, procedimental e atitudinal.


Aprendizagem específica
No final do ensino fundamental vão se consolidando necessidades e possibilidades de aprendizagem cada vez mais específicas. Aos poucos deve se fazer um aprofundamento em direção da técnica e da satisfação pautada em interesses de natureza conceitual, procedimental ou atitudinal. Esse aprofundamento não deve estar centrado naquilo que o aluno quer fazer, ele deve articular a compreensão de si mesmo, do outro e da realidade sociocultural.
 Objetivos para o terceiro e quarto ciclo
Participar atividades de natureza relacional respeitando as características físicas, de desempenho motor e sem discriminar.
Adotar atitudes de respeito, dignidade e solidariedade. Saber as diferenças entre o contexto amador, recreativo, escolar e profissional. Evitar uma conduta excessivamente competitiva.
Conhecer, valorizar, apreciar e desfrutar das manifestações culturais.
Conhecer e respeitar os limites do seu corpo.
Organizar e praticar atividades corporais.
Analisar os padrões de saúde, beleza e desempenho despertando um senso crítico.
Conhecer, organizar e interferir no espaço de forma autônoma, requerendo locais para a prática de atividades.

Conteúdos para o terceiro e quarto ciclos 


Atitudes: Conhecimento sobre o corpo; Esportes, jogos, lutas e ginásticas; Atividades rítmicas e expressivas
Predisposição para responsabilizar-se pelo desenvolvimento de suas capacidades físicas.
Valorização dos efeitos da prática da atividade física.
Superação de limites pessoais.
Aprender a competir de forma saudável.
Aplicar a técnica e tática adquirida.
Criar, transformar e adaptar regras para a inclusão de todos.
Valorização dos jogos recreativos e danças populares
Cooperação.
Valorização da cultural corporal.
Valorização de uma prática segura de atividade física.

Respeito as emoções dos colegas.
Respeito a integridade física e moral do colega.

Conceitos e procedimentos: conhecimentos sobre o corpo
Identificação das capacidades físicas básicas.
Condicionamento físico e desenvolvimento das capacidades físicas.
Identificação das capacidades orgânicas ligadas ao exercício.
Contração muscular: relaxamento e contração.
Circulação cardiovascular: frequencia cardiaca.
Captação de oxigênio: frequência respiratória.
Utilização de alguns relações como indicadores da intensidade do esforço (frequência cardíaca e respiratória).

Efeitos da atividade física sobre o organismo e a saúde
Benefícios, riscos, indicações e contra-indicações.
Aquecimento para preparação de uma prática física.
Elaboração de programas de condicionamento físico.
Trabalhos de automotivação.
Adoção de hábitos para uma boa postura e conscientização corporal.
Compreensão da dimensão emocional.

Conceitos e procedimentos: esportes, jogos, lutas e ginásticas

A inclusão e exclusão da mulher no esporte.
Mídia e o esporte-espetáculo.
Esporte violência.
Transformação do jogo em esporte.
História das olimpíadas.
Inclusão e exclusão do negro no esporte.
Imigrantes e a cultura corporal do movimento.
Preconceitos relacionados a determinadas etnias e PNE.
Desenvolvimento das capacidades físicas.
Repetição e a qualidade do gesto esportivo.
Habilidades específicas relacionadas ao esporte e jogos.
Vivência de esportes radicais e alternativos.
Tática coletiva.
Participação em competições.
Compreensão das transformações das regras.
Adaptação das regras.


Lutas e ginásticas
Compreensão do ato de lutar.

Lutas x violência.
Lutas e a mídia.
Luta como defesa.
Capacidades físicas e habilidades motoras.
Técnica e tática (ataque e defesa).
Forma recreativa e competitiva.
Aspectos históricos e sociais das ginásticas.
Movimentos ginásticos.

Conceitos e procedimentos: atividades rítmicas e expressivas
Aspectos históricos e sociais das danças.
Equilíbrio entre técnica e movimento livre.
Rítmo próprio e grupal.
Desenvolvimento da noção espaço/ tempo.
Danças populares.


Avaliação no terceiro e no quarto ciclos
Deve levar em consideração a faixa etária, autonomia e discernimento. É um processo contínuo.

Critérios de avaliação
- Realizar as práticas da cultura corporal do movimento
Se o aluno age de forma cooperativa, respeitosa, digna, solidaria e inclusiva.
- Valorizar a cultura corporal do movimento
- Relacionar os elementos da cultura corporal com a saúde e a qualidade de vida

Orientações didáticas
- Mídia, apreciação e crítica
Mídia deve ser objeto de ensino e aprendizagem, como meio (educar com a mídia) e fim (educar para a mídia).

A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR SOBRE ASPECTOS DE SAÚDE: SEDENTARISMO

A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR SOBRE ASPECTOS DE SAÚDE: SEDENTARISMO

A Educação Física tem sido levada a romper padrões descompromissados com a formação de alunos especialmente sob o viés de promoção de saúde na escola. Desta maneira, a Educação Física deve assumir grandes desafios no mundo contemporâneo, ao criar condições diferenciadas a partir de atividades que visam o desenvolvimento humano (DARIDO, 2004).
Nesse contexto, um dos importantes desafios da Educação Física Escolar é criar condições de autoconhecimento e desenvolvimento dos alunos nos domínios motores, cognitivos, afetivos e sociais, construindo assim uma vida ativa, saudável e produtiva, integrando de forma adequada e harmônica o corpo, mente e espírito por meio das vivências diferenciadas de atividade física na escola e fora dela (ALVES, 2003).
 A atividade física regular é um fator determinante na prevenção de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) e as práticas corporais são objeto direto da disciplina para que o aluno tenha uma consciência corporal e construa hábitos saudáveis que serão utilizados para toda a vida. Neste sentido, cabe ao professor de Educação Física, tanto quanto aos demais educadores do ambiente escolar, construir em harmonia com os alunos uma consciência crítica que vai além das práticas corporais, com a tarefa de contribuir para a transformação da realidade da maior parcela da população que se encontra no status de sedentária (NAHAS, 2003). Diante do exposto, vemos a importância das aulas de Educação Física Escolar no processo do pleno desenvolvimento humano, mediante informações associadas à prática da atividade física direcionada à melhoria e à manutenção das condições de saúde, preparando-os para um futuro responsável de cidadãos atuantes na sociedade (DARIDO, 2004).
 Desta forma, o objetivo desta pesquisa é apresentar evidências sobre a importância da Educação Física Escolar na formação de alunos críticos sobre aspectos de saúde, a fim de que tenham consciência da importância da prática regular de atividade física para a manutenção da sua saúde e longevidade.
 ATIVIDADE FÍSICA
 Recentes pesquisas apontam evidências de que a atividade física regular previne várias doenças e melhora a saúde em geral, com o aumento de força, resistência muscular, resistência cardiorrespiratória, flexibilidade e composição corporal (Centers for Disease Control and Prevention - CDC, 2009).
 Erlichmanet et al (2002) afirmam que a prática de atividade física regular diminui o risco de aterosclerose e suas consequências (angina, infarto do miocárdio, doença vascular cerebral), ajuda no controle da obesidade, da hipertensão arterial, do diabetes, da osteoporose, das dislipidemias e diminui o risco de afecções osteomusculares e de alguns tipos de câncer (colo e de mama), além de auxiliar no controle da ansiedade, da depressão, da doença pulmonar obstrutiva crônica, da asma e ajudar na melhora do bem-estar e socialização do cidadão.   Encontra-se na literatura estudos sobre a prática de atividades físicas ou esportivas que mostram que, independente do tipo da atividade e da quantidade praticada, são muitos os benefícios, tanto na saúde física como mental (BERGER et al., 1998; CDC, 2006).
Para os autores Vieira, Priori e Frisberg (2002) a atividade física na adolescência pode estimular o crescimento físico, melhorar a autoestima, relaxamento, gasto de energia, percepção do próprio corpo, colaborar para o desenvolvimento social, além de propiciar uma série de benefícios para a saúde e bem-estar. Entretanto, as diminuições dos níveis de atividade física podem favorecer para o aparecimento de disfunções crônico-degenerativas não somente em adultos, mas também em jovens e crianças em fase escolar (HALLAL, 2012).
 SEDENTARISMO
 Atualmente na sociedade em que vivemos, as pessoas estão mais ocupadas com os estudos, trabalho e vida social, com menos tempo para lazer e para prática de atividades físicas regulares.
A literatura ressalta que boa parcela da população está classificada como pré- contemplativa em relação ao estágio de comportamento em relação à atividade física, o que significa que os indivíduos não têm a intenção de mudar de comportamento nos próximos seis meses. Provavelmente, os jovens e a sociedade em geral desencadearam a falta de interesse pela prática de atividade física relacionada à saúde através da falta de elementos como princípios teóricos relacionados à atividade física, à aptidão física e à saúde (GUEDES, 2001).
 De acordo com a OMS (2003) atividades mais sedentárias, o recurso do transporte motorizado, tempo excessivo passado em frente da televisão e, por toda parte, aparelhos que poupam esforço estão propiciando cada vez mais para um comportamento sedentário. O sedentarismo é considerado como principal inimigo da saúde pública, atinge cerca de 70 % da população brasileira e sua morbidade é maior que algumas patologias como diabetes, tabagismo, colesterol alto, obesidade e hipertensão. O estilo de vida sedentário é responsável por 54% do risco de morte por infarto e 50% do risco de morte por acidente vascular cerebral, as principais causas de morte cerebral (ALVES, 2007).
 Não escolhando gênero, nem faixa etária, é cada vez mais frequente o alto índice de sedentarismo em adolescentes e crianças. Estudos apontam que a inatividade física tem influência direta sobre o desenvolvimento da obesidade na infância e adolescência; sendo assim, uma das alternativas de tratamento é o aumento do nível de atividade física (EPSTEIN, 1996). No mundo todo, deparamo-nos com um mesmo problema de saúde pública: o sedentarismo, ele está entre os principais fatores de risco das DCNT (Doenças crônicas não transmissíveis), que são consideradas como a epidemia da atualidade, pois no ano de 2005, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS)1 , cerca de 35 milhões de pessoas no mundo morreram de doenças crônicas, o que corresponde ao dobro das mortes relacionadas às doenças infecciosas, um problema tanto dos países desenvolvidos quanto dos subdesenvolvidos, porém os menos desenvolvidos sofrem acentuadas consequências e menor possibilidade de garantia de políticas públicas para um avanço positivo desses fatores de saúde.
 Segundo a OMS são definidas como doenças crônicas: as doenças cerebrovasculares, cardiovasculares e renovasculares, neoplasias, doenças respiratórias e diabetes mellitus, também incluem aquelas doenças que contribuem para o sofrimento dos indivíduos, famílias e sociedade; como: as desordens mentais e neurológicas, as doenças bucais, ósseas e articulares, desordens genéticas e patologias oculares e auditivas.
IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR SOBRE O SEDENTARISMO
A literatura do mundo todo apresenta estudos que avaliam a prevalência do sedentarismo e o nível de atividade física da população, mas as crianças e adolescentes têm obtido uma atenção especial, pois é nesta fase da vida que os hábitos e os comportamentos são formados, e refletem para a idade adulta. Segundo o Relatório sobre a Saúde no Mundo (2002), a atividade física declina com a idade, a partir da adolescência e, no mundo todo, atividade e educação física estão em declínio nas escolas, principalmente entre as meninas e mulheres.
 Malina (2002) realizou um estudo e constatou que a participação em atividades físicas declina consideravelmente com o crescimento, especialmente da adolescência para o adulto jovem. Sendo assim, o estilo de vida adulto é fixado em parte já na infância, ou seja, crianças com comportamentos sedentários serão possivelmente sedentários na idade adulta.
 Nessas circunstâncias, brota a importância da Educação Física Escolar, não somente no combate ao sedentarismo, mas, naquelas aulas ministradas principalmente no nível de ensino fundamental, melhorando o comportamento dos alunos em vários aspectos sociais, como responsabilidade, no relacionamento com os pais, autoconfiança, assiduidade às aulas e diminuição do uso de drogas (JUNIOR, 2008).
 Neste sentido, a escola é um espaço para o desenvolvimento de estratégias de promoção de atividade física e de educação para a saúde e, neste contexto, a Educação Física Escolar surge como importante ferramenta, pois muitas crianças e jovens veem nela uma das melhores oportunidades de aproximação às práticas de atividades físicas, principalmente para classes sociais menos favorecidas (MATTOS, 2000).
As atividades físicas vivenciadas na infância e na adolescência se caracterizam como importantes colaboradores no desenvolvimento de atitudes e hábitos que podem auxiliar na escolha de um estilo de vida ativo fisicamente na idade adulta. A disciplina Educação Física Escolar tem a vantagem de trabalhar diretamente sobre a plenitude do desenvolvimento humano, as suas ações não se restringem às práticas mecânicas e esportivizadas. O professor precisa compreender que existem muitas possibilidades para atingir aos objetivos e necessidades da disciplina, além de observar a importância da educação física voltada para a saúde, seguindo moldes da visão higienista do século passado (DARIDO, 2003).
 Menestrina (2000) entende que a educação para a saúde não é apenas uma disciplina escolar, mas constitui-se em um princípio de vida que atue na formação de uma consciência corporal saudável, visando a ações comprometidas e autônomas de integração biopsicossocial. Assim, a Educação Física, a autêntica Educação Física, atende a numerosos objetivos, tanto de curto quanto de longo alcance.
 Para Menestrina (2000) os objetivos não podem se reduzir imediatamente, mas a aula de Educação Física Escolar deve estar voltada para o desencadeamento de um processo socioeducacional de caráter permanente. Para tanto, reflete-se que os benefícios trazidos à saúde pela Educação Física poderão ser observados em um tempo futuro no qual a consciência de corpo e mente saudáveis e o prazer da prática corporal estarão sempre presentes na vida dos educandos.
O PAPEL DO PROFESSOR NO INCENTIVO À PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA
Hoje vivemos em uma realidade onde hábitos de vida saudáveis não se fazem presentes na vida dos adolescentes.
Darido (2004) entre outros autores assinalam que este retrato da realidade atual esclarece aos professores de educação física que devem atuar conscientemente sobre a responsabilidade de interferir na redução desta estatística negativa, por meio de discussões nas aulas de Educação Física, levantando questões sobre saúde e bem-estar físico e mental, mostrando aos alunos a relevância da prática regular de atividade física para a conquista da qualidade de vida, dando aporte para que o aluno pratique atividade física com prazer e não por exigência, formando de maneira simultânea cidadãos críticos e conscientes, preparando-os para utilizar seus conhecimentos dentro e fora da escola.
 A Organização Mundial de Saúde (1995) afirma que a atividade física é necessária em todas as idades e deveria ser proporcionada a todas as crianças e adolescentes, além disso, sugere-se que os programas de exercícios físicos deveriam contemplar o aspecto lúdico, agradável, de forma que tais atividades se tornassem mais atraentes levando à formação desses hábitos para toda a vida.
O professor de Educação Física deve tornar a sua aula em um momento prazeroso para todos os alunos, sem discriminação, de modo a englobar todos, dos alunos mais hábeis aos menos hábeis, atléticos ou obesos e também alunos com alguma deficiência, promovendo, deste modo, bem-estar e saúde a todos e assim gradativamente contribuir para a redução do sedentarismo.
 Medina (1987, p. 24) reforça os dizeres acima e cita:
De repente, é preciso cuidar do corpo. É preciso tirar o excesso de gordura. É preciso melhorar a “performance” sexual. É preciso melhorar o visual. É preciso competir. É preciso, acima de tudo, vencer. Vencer no esporte e vencer na vida. Mas acontece que nunca perguntamos a nós mesmos o que é realmente vencer na vida. Dentro deste panorama, a Educação Física se desenvolve e se prolifera em nosso país. E hoje, mais do que em nenhuma outra época, ela vem atendendo a toda essa demanda da sociedade de consumo. (...) Educação Física entendida como disciplina que se utiliza do corpo, através de seus movimentos, para desenvolver um processo educativo que contribua para o crescimento de todas as dimensões humanas.
De acordo com Nahas (2003), o professor de educação física é, antes, um promotor de saúde na escola, um profissional verdadeiramente da saúde, que possui a responsabilidade de relacionar princípios da alimentação saudável, a prevenção de doenças cardiovasculares e controle do estresse, conscientizar os alunos da importância de ter um estilo de vida ativo, com responsabilidade individual de conhecer, querer e agir, em direção dos resultados da conexão orgânica e psicossocial.
 Desta maneira Piccolo (1993, p. 13) esclarece:
O principal papel do professor, através de suas propostas, é o de criar condições aos alunos para tornarem-se independentes, participativos e com autonomia de pensamento e ação. Assim, poderá se pensar numa Educação Física comprometida com a formação integral do indivíduo. Dessa forma, pode-se enfatizar o papel relevante que a Educação Física tem no processo educativo. O que, na verdade, ameaça a existência desta disciplina nas Escolas é a sua falta de identidade. Ela sofre consequências por não ter seu corpo teórico próprio, isso é a informação acumulada é vasta e extremamente desintegrada por tratar-se de uma área multidisciplinar.
MÉTODOS
 Esta pesquisa trata-se de um artigo de revisão, ao qual foram consultados artigos científicos que possuíam como descritores, sedentarismo, promoção da saúde, educação física escolar, em bases científicas como BIREME, SCIENSE DIRECT, publicados em um período médio de 10 anos.
Dos artigos encontrados, foram estratificados 19 documentos que contribuíam para a tradução da evolução da Educação Física como ambiente promotor de saúde e que descreviam o comportamento do professor de educação física, além da receptividade dos alunos, para o alcance dos objetivos propostos sobre esta abordagem.
 CONCLUSÃO
 O sedentarismo é um fator de risco para o desencadeamento do processo de saúdedoença de alunos em fase escolar. Neste estudo observou-se a influência da atividade física como um indicador para um estilo de vida mais saudável e equilibrado. Portanto, a Educação Física Escolar, entre outros espaços sociais que possibilitam a prática de atividade física, como os clubes e outros programas que promovam vivências entre os jovens, deve incentivar a atividade física nesta faixa etária, para que este hábito se consolide e permaneça posteriormente na sua vida adulta. Tal conclusão leva-nos a considerar que se deve perseguir estratégias integradas para promover hábitos de prática regular de atividade física nas aulas de Educação Física Escolar e que essas estratégias devem também envolver a comunidade em geral. Parece evidente, da mesma forma, que políticas públicas educacionais e as políticas públicas saúde devem ser integradas e desenvolvidas com o intuito de oportunizar aos estudantes um estilo de vida fisicamente ativo desde cedo, estimulando e reeducando assim os jovens para uma vida ativa, a partir da escola, por meio das aulas de Educação Física.
 Referências Bibliográficas

 ALVES, J. G. B. Atividade física em crianças: promovendo a saúde do adulto. Revista Brasileira Saúde Materno Infantil, v. 3, p. 5 – 6, 2003. ALVES, U. S. Não ao sedentarismo, sim à saúde: contribuições da Educação Física escolar e dos esportes. O Mundo da Saúde, v. 3, p. 464-469, 2007. BERGER, B. G.; OWEN, D. R.; MOTL, R. W.; PARKS, L. Relationship between expectancy of psychological benefits and mood alterations in joggers. International Journal of Sport Psychology, v. 29, p. 1-16, 1998. CDC - Centers of Disease Control and Prevention. 2009. Disponível em: . Acessado em 14 de agosto de 2012.